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Contos por contar

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12
Mar21

O que queres no Natal? - Ilustrações

Ilustrações de José Raimundo 2021

Cristina Aveiro

Estou muito feliz por o José Raimundo ter aceite o desafio de ilustrar o meu conto "O que queres no Natal?".

Gostava de ver as ilustrações do José e perto do Natal atrevi-me a perguntar se gostaria de ilustrar o conto que tinha acabado de escrever.

Em 2 de Janeiro recebi os primeiros esboços

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E perante as hipóteses gostei mais do segundo do lado esquerdo.

Em 16 de Fevereiro chegou a primeira ilustração, o Fernandinho com o seu presente final, eu amei

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Ilustração de José Raimundo

Hoje chegou a ilustração da Francisca e estou maravilhada.

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Ilustração de José Raimundo

O conto de Natal que fez nascer estas ilustrações foi o "O que queres no Natal?"

Para conhecer outros trabalhos do José vale a pena visitar:

https://www.facebook.com/Jos.illustrator

19
Jun20

O Pirilampo Perdido

Cristina Aveiro

Pirilampos.jpg

Era uma vez um pirilampo que ainda não era crescido, mas já não era pequenino. Vivia com os seus pais e irmãos e muitos outros pirilampos num bosque que tinha um ribeirinho e uma grande clareira de relva. Era um lugar bonito, de que as pessoas gostavam muito e que se chamava o Campo dos pirilampos. Nas noites quentes de verão faziam corridas de obstáculos e contornavam as árvores em voltas graciosas e por todo o lado se viam as suas luzes a acender e apagar. Já não havia muitos lugares assim, agora era difícil encontrar pirilampos…

O pirilampo andava muito contente na escola de voo com o professor Asas que era alegre e bem disposto e ensinava todos os pirilampos jovens a voar em segurança. Claro que os primeiros voos tinham sido ou com o pai e com a mãe, mas com o professor Asas e os colegas de escola faziam desafios muito mais complicados e voavam para sítios mais afastados do campo dos pirilampos.

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Agora que era um jovem já sabia alimentar-se sozinho procurando nas flores o néctar e o pólen que lhe davam muita energia para poder voar. Os seus pais ensinavam-lhe como beber sozinho a água do regato, como procurar comida e como encontrar abrigo para dormir durante o dia.

Para falar com os outros pirilampos usava a bela luz que tinham na cauda e as conversas dependiam do tempo que acendiam e apagavam as luzes, tal e qual como as pessoas quando fazem sons para conversar.

O pirilampo estava muito feliz com a sua barriguinha luminosa, era maior que a dos seus amigos e dava uma luz muito forte. Claro que tinha amigos com umas asas maiores e mais fortes que ele também gostaria de ter. O professor Asas tinha-lhe dito que cada um tem algumas coisas em que é mais forte e que ninguém é o mais forte em todas as coisas!

Um dia depois das aulas de voo e quando a noite estava a acabar e ele se preparava para ir dormir começou a ouvir um som forte que ele não conhecia e as árvores começaram a abanar muito… ele sentiu medo e tentou voar mais depressa, mas o vento empurrou-o muito depressa e para muito alto. Então ele tentou sempre ficar no ar e voou, voou, voou. Quando o vento acalmou ele pode parar numa árvore que não conhecia e começou a olhar em volta mas tudo o que via era novo. Não via mais nenhum pirilampo. Estava muito cansado, procurou um esconderijo e foi dormir.

Firefly image.jpg

Assim que voltou a cair a noite o pirilampo começou a voar para tentar voltar para sua casa. Primeiro chegou a um lugar onde havia um grande lago como ele nunca tinha visto e ficou maravilhado a olhar para a água e viu que a sua luz aparecia na superfície do lago. Ficou fascinado, mas o que ele queria mesmo era voltar para casa.

Ao olhar para longe viu muitas luzes e pensou… ali há muitos pirilampos. Vou até lá.

Quando chegou perto das luzes achou estranho porque estavam sempre no mesmo lugar e não acendiam e apagavam… Afinal eram as luzes de uma cidade! Ele nunca tinha visto nada assim. Estava um pouco assustado e sentia-se perdido.

De repente ouviu um som estranho e pousou numas folhas para se esconder. Era uma menina, a Matilde, que ficou encantada por ver o pirilampo. Nunca tinha visto nenhum! Fez uma birra e quis levar o pirilampo para sua casa.

Apanhou-o com cuidado e guardou-o num frasco. Ao chegar ao quarto queria soltar o pirilampo, mas… ela tinha um animal estranho com  muito pelo e uma boca grande que estava a brincar e parecia querer comer o pirilampo. O animal não tinha nenhuma luz no seu corpo, apenas fazia um barulho muito estranho, nada como o som das asas ou das árvores. O som do animal parecia um grito como miau, miau e nunca mais parava.

A mãe da Matilde disse que não podiam ficar com o pirilampo, nem o podiam soltar no quarto. Explicou que o melhor era levarem-no para um campo que a mãe conhecia onde havia muitos pirilampos e aí é que o podiam soltar.

Vê como os pirilampos são bonitos a voar e a piscar!

Agora podes ouvir a história.

 

Publicado por Cristina Aveiro em Sábado, 13 de junho de 2020

 

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