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Contos por contar

Contos por contar

08
Mar21

Desafio "Sonhamos ir por aí!" - Resultados do Sonho

Cristina Aveiro

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Olá sapinhos viajantes, para melhor podermos usufruir dos sonhos de todos fiz a compilação dos sonhos de vadiagem:

 

- Braga - "Vá para fora cá dentro de ... casaMaria Araújo

- Cabo Espichel - "Uma história" Concha

- Costa da Caparica - Ana Mestre

- Espinho - "Roteiro" - O último

- Ericeira - "O meu sitio, o meu cantoIsabel

- Estrada Atlântica - "Estrada Atlântica até à Zambujeira do MarBii yue

- Farol da Barra - "Carta a meu neto" Ana D.

- Ilha da Madeira - "Prometo-te o Céu!Luísa de Sousa

- Leiria - "Mãe quero ir passear, por favor!" Cristina Aveiro

- Mafra - "O sonho de Ofélia" Maria

- Mafra - "Mafra Tapada (Con)vento: era uma vez uma vila assombrada..." Marta

- Serra da Estrela - "Passeio pela aldeia!José da Chã

- Serra de Montejunto - "Sonho num dia de InvernoCharneca em flor

- Oleiros - "Terras encantadoras da Beira Baixa" Célia

- Nagasaki - "Vá para fora dentro de casa" Ana de Deus

- Seixal - "Por este Seixal a fora à boleia da vontade" Fátima Bento

 

Sinto que me faltam textos, mas não consegui apanhar com a tag de pesquisa :(

Peço que ajudem enviando o link nos comentários. Gostava muito que estivessem todos, quero fazer o roteiro.

Obrigada a todos por terem aceite este desafio.

 

Oh da guarda peixe fritoConcha, A 3ª Face, Maria AraújoFátima BentoImsilvaLuísa De Sousa, Maria, José da XâRute JustinoAna D., CéliaCharneca Em Flor,  Gorduchita, Miss LollipopAna MestreAna de Deus, e bii yue.

08
Mar21

Porque eu posso!

Desafio comemorativo dos 7 anos do blog porque eu posso, da Sapo claro! What else?

Cristina Aveiro

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Quero continuar a escrever contos, receitas de cozinha, pensamentos alegres, tristes, sérios, tolos, o que me apetecer, porque eu posso.

A escrever sinto uma liberdade total, não tenho chefe, prazo, tutela, o que seja! Eu escrevo porque eu posso e como eu quero. Posso não escrever bem, mas isso que importa se ainda assim eu tiver prazer nisso? Posso tentar escrever mais e melhor, ou então escrever pouco e devagar.

Quero escrever coisas que ainda não sei, coisas que vão acontecer e que me vão levar a imaginar outras, num rodopio imparável que é a vida a acontecer, e o indomável e veloz pensamento a galopar. Vou regalar-me a inventar fantasias de mundos imaginados onde tudo é possível, desde prédios que andam, a vacas que voam, a pássaros que vêm da lua e a peixes que andam pelos bosques, e tudo isto porque eu posso. Que ninguém se atreva a impor regras, muros ou portas nesta vontade de fazer diferente do que há e do que está à nossa volta. De repente, pode não haver gravidade e passamos a levitar e não há peso, ou as pessoas começam a mudar de cor quando andam por aí como os camaleões.

Quero escrever sobre as pessoas, o que sentem, o que fazem, ou faziam no passado. Não quero agora escrever sobre pessoas que não sejam boas, neste mundo das letras não quero que haja maldade, e vai ser assim, porque eu posso!

Quero escrever sobre as perguntas do como e do porquê que me enchiam a cabeça quando era pequenina. Queria saber como eram feitas as coisas, como funcionavam os motores, as fábricas, a eletricidade, os aviões e como viviam os animais e as plantas aqui e em lugares distantes. Vou escrever sobre estas coisas, vou falar do que aprendi e aprender mais, porque eu posso.

Vou escrever para as crianças, para usar as histórias como forma de lhes transmitir valores de amor à Terra, às pessoas e aos animais.

Quero usar a escrita para deixar o Mundo um pouco melhor do que o encontrei, porque eu posso.

 

Texto escrito para a comemoração dos 7 anos do "porqueeuposso.blogs.sapo.pt" Sorteio dos 7 livros

 

06
Mar21

O Pedro e a vela

Cristina Aveiro

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Era uma vez um menino chamado Pedro que vivia na Praia da Barra. Pedro não tinha irmãos, nem irmãs e gostava muito das suas duas primas. Estava sempre à espera das férias de Verão para estarem todos juntos durante mais tempo.

Naquele Verão os três primos foram para a escola de vela, era um sonho da tia do Pedro que quando era pequenina gostava de ter aprendido a velejar. Pedro e as primas iam de manhã bem cedo para as aulas, equipavam-se com os fatos de surfista pretos justos ao corpo para não terem frio, com os coletes salva-vidas vermelhos e lá iam pôr os pequenos barcos na ria. Os barcos eram optimist, pequenos barquinhos onde apenas cabia uma criança, pareciam quase umas banheiras grandes.

Todos os dias aprendiam coisas novas, era uma aventura fascinante conduzir o barco. Às vezes quando havia mais vento e o barco se inclinava muito fazia um pouco de medo, mas era um desafio controlar o barco e manobrar com rapidez. Aprenderam a virar o barco e depois a voltar a pô-lo de novo sobre a água. A prima mais nova não gostava nada de fazer estes exercícios, dizia sempre que não queria que o barco se virasse, por isso não tinha nenhuma vontade de o virar de propósito. O professor que os acompanhava explicava que tinham que aprender a virar de novo o barco porque ele podia virar-se e eles tinham de ser capazes de resolver o problema lá no meio da ria sem estar à espera de ajuda.

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Ao final do dia tinham que tirar os barcos da água, lavá-los e arrumá-los para o dia seguinte. Quando tudo acabava, às vezes ainda iam a mais um banho na ria. A seguir, tinham que ir comer, estavam sempre esfomeados e muito cansados, mas felizes.

Passou a primeira semana e como tinham gostado tanto, ficaram mais outra semana e cada vez iam mais longe, conseguiam aguentar vento mais forte e já eram capazes de participar nas regatas entre os alunos. Havia alunos que já faziam cursos há muito tempo e que conseguiam andar com mais velocidade e ser mais certeiros nas manobras com o barco, mas os três primos conseguiam fazer os percursos e todos diziam que eles tinham feito enormes progressos.

As férias acabaram e as primas foram embora, mas o Pedro queria aprender mais, gostava que o Verão e aulas de vela não acabassem. O bichinho da vela tinha entrado nos seus sonhos, ele gostava de andar de bicicleta, de jogar futebol, mas a vela tinha-lhe dado momentos muito especiais.

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Foi então que os seus pais lhe perguntaram se ele queria continuar durante todo o ano. O Pedro ficou muito contente e disse logo que sim. Nesse ano todos os fins-de-semana lá ia ele todo satisfeito para a ria. No Inverno era mais duro, fazia frio, o vento era mais forte, a ria estava muito mais agitada e as correntes eram muito fortes, o desfio era maior, mas estar ao leme do pequeno barco, dominar a vela e tentar ultrapassar os amigos da vela eram os melhores momentos da semana.

Voltou o Verão, e as primas regressaram para novo curso com o Pedro, e voltaram a ir os três, mas que diferença, o Pedro já parecia um professor, ia com os mais velhos, os que faziam vela o ano inteiro. Quando estavam os três era o Pedro que dava conselhos e ensinava técnicas para entrar melhor na doca, ou vencer a corrente mais facilmente. Quando o Pedro fez anos, teve uma surpresa que o encheu de orgulho, recebeu o seu primeiro barco e não cabia em si de contente, adorava-o. Se numa saída para a água fazia um pequeno risco, ou se uma peça se partia, ficava todo triste, aquele seu barquinho era o seu orgulho.

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Começou a ir a regatas a sério em várias cidades, a ir ver regatas com os barcos da ria e outras com barcos sofisticados.

O Pedro foi crescendo e depois já não cabia nos barcos pequenos. Foi o tempo de se despedir do seu barquinho adorado. Uma nova aventura começava, agora passou a andar num 420, um barco maior que era tripulado por duas pessoas, o Pedro e um grande amigo seu, que formavam uma equipa. Era um barco grande com três velas, com um mastro enorme que fazia parecer o casco minúsculo. Os desafios foram sendo cada vez maiores, foi a muitas regatas e continuava a adorar velejar, agora já ia para o mar aberto, para os grandes portos e cruzava com navios de carga enormes.

Pedro sonhava com barcos maiores, com equipas com muitas pessoas, sonhava mesmo pilotar barcos grandes a motor em viagens à volta do mundo,… Quem sabe, tudo pode acontecer quando queremos muito e nos esforçamos por conseguir. Nunca podemos saber até onde o sonho e a vela nos podem levar.

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Pedro no barco da equipa.jpg

 

 

03
Mar21

O berço de todos

#7 - Azul Céu - Desafio da Caixa dos Lápis de Cor

Cristina Aveiro

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Foi há mais de cinquenta anos que a avó comprou aquele singelo berço com pés em vime e alcofa em entrançado de folhas de palmeira. Era um berço grande porque a avó tinha poucos recursos e queria que o seu bebé coubesse nele durante alguns meses. A alcofa também permitia transportar o bebé porque nessa altura não havia cadeirinhas especiais e carrinhos para passear o bebé. Carrinhos para passear até havia, com belas alcofas, mas essas a avó não podia comprar.

Com todo o cuidado e sabedoria de costureira vestiu aquela estrutura e aquela alcofa tornando-as dignas de um rei, criou um verdadeiro berço de ouro.

Começou por escolher um piquê de algodão com relevos arredondados em azul-celeste, assim estaria perfeito quer nascesse um menino ou uma menina. A alcofa tinha dois folhos longos rematados por um singelo bordado branco que acentuava a delicadeza e pureza que a alcofa transmitia. As pegas da alcofa foram revestidas com tiras de tecido da mesma cor e tudo parecia fazer parte daquele cantinho de céu azul. A forra à volta da caminha tinha um enchimento de esponja para tudo ser fofo e suave para o bebé, e de novo o azul recobria aquela macieza. No final o berço estava lindo, era requintado e singelo, confortável e diferente dos berços que a avó fazia para as pessoas abastadas que usavam tecidos luxuosos, mas também diferente dos singelos berços de madeira que eram mais habituais entre os vizinhos e familiares.

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E nasceu a menina que estreou o berço, depois outra menina e ainda outra. Todas usaram o berço e foram-se afeiçoando a ele ao vê-lo ser usado pelas irmãs.

Passaram trinta anos desde que tinha sido feito e quando a primeira menina estava para ser mãe quis aquele berço para o seu bebé. Tudo foi arranjado e limpo, mas a roupa do berço estava como se tivesse sido acabada de fazer. E nasceu uma menina, e depois outra e as três irmãs e a avó deliciaram-se a vê-las no bercinho que todas sentiam como seu.

Anos mais tarde a irmã do meio voltou ao sótão da avó para ir buscar de novo o berço. E nasceu uma menina, e depois outra e as três irmãs, a avó e as netas deliciaram-se a vê-las no seu berço.

E o tempo nunca para e aquelas irmãs todas sonhavam ser mães e foi a vez de a menina mais nova ir buscar o berço. Tinha passado muito tempo desde que o berço tinha sido criado e desta vez todos ficaram a saber que vinham aí dois belos meninos de uma só vez. E foi tempo de a avó inventar um berço novo “irmão” do berço de todos. Jazendo jus à diferença entre os dois meninos, a avó comprou de novo tecido de algodão azul-celeste e usou bordado branco, mas este novo berço não ia ser igual ao antigo. A avó fez um berço que combinava na perfeição com o antigo mas que era um pouco diferente. Quando nasceram os dois meninos todos ficaram maravilhados com os belos bebés perfeitamente emoldurados pelos berços azul-celeste. A avó maravilhava-se com os seus meninos, as suas primeiras meninas e as suas queridas netas e pensava que o berço provavelmente não iria receber outro bebé nós próximos anos.

Quando veio a notícia de que vinha lá um irmãozinho para os gémeos a avó nem conseguia acreditar, quase rebentava de alegria.

Agora o berço é a casa do bebé que já nasceu nestes tempos estranhos e o berço de todos continua a embalar como se fosse um céu azul.

Quem será que ele vai acolher ainda?

 

Texto no âmbito do #7 Desafio da Caixa dos Lápis de Cor - Azul Céu

Neste desafio, que eu saiba, participo eu, a Oh da guarda peixe frito, a Concha, A 3ª Face, a Maria Araújo, a Fátima Bento, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, o José da Xâ,  a Rute Justino, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, João-Afonso Machado, e a bii yue.

Todas as quartas-feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio. Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor". Ou então, junta-te a nós :)

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